
Em 2024, tive a grande satisfação de participar como uma das palestrantes do lançamento do PreserFlo MicroShunt no Brasil, compartilhando minha experiência com uma tecnologia que já fazia parte da minha trajetória profissional há vários anos.
Minha experiência com o PreserFlo começou ainda durante meu fellowship em glaucoma e cirurgia avançada do segmento anterior, no Canadá. Desde então, o dispositivo passou a fazer parte não apenas da minha prática cirúrgica, mas também de uma importante linha de pesquisa ao longo da minha carreira.
Ao longo desses anos, participei de diversos estudos e publicações científicas sobre o PreserFlo MicroShunt, integrando um grupo com ampla experiência clínica e importante produção científica internacional sobre essa tecnologia.
O PreserFlo faz parte das chamadas MIBS — cirurgias microinvasivas com formação de bolha filtrante. O dispositivo cria uma nova via para a drenagem do líquido de dentro do olho, permitindo uma redução significativa da pressão intraocular. Quando comparado às cirurgias tradicionais de glaucoma, como a trabeculectomia, apresenta um perfil de segurança favorável e uma abordagem cirúrgica menos invasiva, mantendo a capacidade de alcançar pressões oculares baixas em pacientes selecionados.
Por isso, participar de sua chegada ao Brasil em 2024 teve um significado especial para mim. Foi a oportunidade de compartilhar com os colegas oftalmologistas brasileiros uma experiência clínica, cirúrgica e científica construída ao longo de anos — desde a seleção dos pacientes e os detalhes da técnica cirúrgica até o manejo pós-operatório e as evidências científicas disponíveis.
Foi muito gratificante ver uma tecnologia que acompanho há tantos anos, tanto na cirurgia quanto na pesquisa, tornar-se uma nova opção para o tratamento do glaucoma no Brasil.
