Em 2024, tive a satisfação de ser primeira autora do artigo “Early Diagnostics and Interventional Glaucoma”, publicado na Therapeutic Advances in Ophthalmology.

Neste trabalho, discutimos uma importante mudança na forma de enxergar o glaucoma: identificar a doença e seus fatores de risco cada vez mais cedo e, quando indicado, intervir antes que ocorram danos significativos e irreversíveis à visão.

O glaucoma é uma doença progressiva do nervo óptico e, em suas fases iniciais, geralmente não apresenta sintomas. Por isso, novas tecnologias de diagnóstico e acompanhamento têm um papel fundamental para identificar alterações precocemente e reconhecer quais pacientes apresentam maior risco de progressão.

O conceito de glaucoma intervencionista propõe justamente uma abordagem mais proativa. Em vez de depender exclusivamente do uso progressivo de colírios e aguardar a evolução da doença para considerar outros tratamentos, podemos utilizar estratégias como laser para glaucoma (SLT), medicamentos de liberação prolongada (drug delivery) e cirurgias microinvasivas de glaucoma (MIGS) no momento adequado e de forma individualizada.

Diagnóstico precoce e tratamento precoce caminham juntos. Quanto melhor conseguimos identificar o risco de cada paciente, maior é nossa capacidade de escolher a estratégia adequada para preservar a visão e a qualidade de vida ao longo dos anos.

Tenho grande satisfação em participar ativamente da construção e da pesquisa desse conceito, que representa uma mudança importante na maneira como pensamos o tratamento do glaucoma e o futuro da especialidade.

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