
Tive a satisfação de ser uma das autoras do artigo “15 Years of Minimally-Invasive Glaucoma Surgeries (MIGS) Experience and Data: A Rationale for Optimal Clinical Decision-Making”, que reúne 15 anos de experiência clínica e evidências científicas sobre as cirurgias microinvasivas de glaucoma.
As MIGS transformaram significativamente o tratamento do glaucoma. O que começou com poucas opções evoluiu para uma grande variedade de técnicas e dispositivos capazes de atuar em diferentes vias de drenagem do olho, permitindo tratar pacientes com diferentes características e necessidades.
Neste artigo, discutimos uma questão fundamental na prática atual: diante de tantas novas cirurgias para glaucoma, como escolher o procedimento mais adequado para cada paciente?
A escolha não deve ser baseada apenas na tecnologia disponível. É preciso considerar o tipo e o estágio do glaucoma, a pressão intraocular atual, a pressão que desejamos alcançar, o número de colírios utilizados, a anatomia do olho, cirurgias anteriores e as necessidades individuais de cada paciente.
Após 15 anos de experiência e evidências acumuladas, um dos principais aprendizados é que não existe uma única cirurgia ideal para todos. O grande avanço das MIGS está justamente na possibilidade de individualizar o tratamento, buscando o melhor equilíbrio entre redução da pressão intraocular, segurança e recuperação para cada paciente.
Tenho a satisfação de fazer parte de diversos estudos e pesquisas envolvendo MIGS e novas tecnologias para glaucoma, contribuindo para a construção das evidências científicas que hoje ajudam a orientar a escolha do tratamento cirúrgico mais adequado para cada paciente.
